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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

LEITURA - ABRAÃO NO EGITO

TEOLOGIA
LEITURA

ABRAÃO NO EGITO
Naquele tempo houve em Canaã uma fome tão grande, que Abrão foi morar por algum tempo no Egito. Quando ia chegando ao Egito, Abrão disse a Sarai, a sua mulher:
— Escute! Você é uma mulher muito bonita, e, quando os egípcios a virem, vão dizer: “Essa aí é a mulher dele.” Por isso me matarão e deixarão que você viva. Diga, então, que você é minha irmã. Assim, por sua causa, eles me deixarão viver e me tratarão bem.
Quando Abrão chegou ao Egito, os egípcios viram que Sarai, a sua mulher, era, de fato, muito bonita. Alguns altos funcionários do rei do Egito também a viram e contaram a ele como era linda aquela mulher. Por isso ela foi levada para o palácio do rei.
Por causa dela o rei tratou bem Abrão e lhe deu ovelhas, bois, jumentos, escravos e escravas, jumentas e camelos. Mas, por causa de Sarai, o Senhor Deus castigou o rei e a sua família com doenças horríveis. Por isso o rei mandou chamar Abrão e perguntou:
— Por que você me fez uma coisa dessas? Por que não me disse que ela é a sua mulher? Você disse que ela era sua irmã, e por isso eu casei com ela. Portanto, aqui está a sua mulher; saia daqui com ela!
Então o rei deu ordem, e os seus guardas levaram Abrão para fora do Egito, junto com a sua mulher e com todas as coisas que eram dele.


GÊNESIS 12:10 -20

VIRTUDES - POR INTEIRO

VIRTUDES

POR INTEIRO
Eu quis viver mais um pouco esta história. Me embrenhar no imperscrutável.
Havia uma voz dizendo “sim” e outra dizendo “não”. Cada uma tinha lá suas razões, mas cada fala virava batida de gongo aturdindo tudo o que eu sentia.
Já não tinha mais controle: se era raiva, insatisfação, tristeza travestida de melancolia momentânea  ou simplesmente amor.
O medo infestava todas as minhas emoções fazendo brotar dúvidas que jorravam em forma de lágrimas.
Molhei tudo.
Ensopei os pensamentos, onde uma parte de mim era enxurrada e a outra o sertão. Por que as duas partes não podiam conviver bem?
Me sentia dividida, desamparada com as ebulições que nunca dormem.
O fracasso me afugentava nas mesmas ações repetitivas por não me dar a oportunidade de enxergar o óbvio.
Enquanto algo rasgava, outro queria costurar com fios de ouro. Mas tudo machucava. Profundamente.
Cheguei ao topo da muralha erguida entre nós. E vi o outro lado.
Enxerguei coisas novas e as que eu refutei.
Não seria oportuno voar, mas voltar e quebrar, com muito esforço, cada um dos obstáculos constituídos entre você e eu.
Tudo imaginário. Inventado e ao mesmo tempo tão real que me faltavam forças para dizer qualquer palavra.
Resisti até onde pude; se é que isto tudo foi resistência ou clemência. Algo novo pedia para existir, para não ir embora junto com as frustrações passadas e a “bolinha vermelha” do “não foi desta vez”.
Desarmei-me. Deixei de ir ao ataque, a um combate. Fui apenas a um encontro.
E nos encontros é que estão todas as emoções que, por vezes, nos desencontram. Mas quando vão além de nós, além do “conhecido”, nos apontam um rumo totalmente imprevisível e ao mesmo tempo tão delicioso de fazer-se inteiro para poder amar.
Amar por inteiro.
Sem divisão. Sem métrica.
Sem fim. Mas sempre com um novo começo.
Com um encontro.
Primeiro.
Encontro.


M. KIKUTI

LEITURA - ACEITOS POR DEUS

TEOLOGIA
LEITURA

ACEITOS POR DEUS
De fato, quando não tínhamos força espiritual, Cristo morreu pelos maus, no tempo escolhido por Deus. Dificilmente alguém aceitaria morrer por uma pessoa que obedece às leis. Pode ser que alguém tenha coragem para morrer por uma pessoa boa. Mas Deus nos mostrou o quanto nos ama: Cristo morreu por nós quando ainda vivíamos no pecado. E, agora que fomos aceitos por Deus por meio da morte de Cristo na cruz, é mais certo ainda que ficaremos livres, por meio dele, do castigo de Deus. Nós éramos inimigos de Deus, mas ele nos tornou seus amigos por meio da morte do seu Filho. E, agora que somos amigos de Deus, é mais certo ainda que seremos salvos pela vida de Cristo. E não somente isso, mas também nós nos alegramos por causa daquilo que Deus fez por meio do nosso Senhor Jesus Cristo, que agora nos tornou amigos de Deus..

ROMANOS 05:06-11

LEITURA - PROMESSA DE DEUS A ABRAÃO

TEOLOGIA
LEITURA

PROMESSA DE DEUS A ABRAÃO
Abrão saiu do Egito com a sua mulher e com tudo o que tinha e foi para o sul de Canaã. E Ló, o seu sobrinho, foi com ele. Abrão era muito rico; tinha gado, prata e ouro. Ele foi de um lugar para outro até chegar à cidade de Betel; e dali foi para o lugar que fica entre Betel e Ai, onde já havia acampado antes. Abrão chegou ao altar que ele havia construído e adorou a Deus, o Senhor.
Ló, que ia com Abrão, também levava ovelhas, cabras, gado, empregados e a sua família. Não havia pastos que dessem para os dois ficarem juntos, pois eles tinham muitos animais. Por isso os homens que cuidavam dos animais de Abrão brigavam com os que tomavam conta dos animais de Ló. E nesse tempo os cananeus e os perizeus ainda estavam vivendo ali. Um dia Abrão disse a Ló:
— Nós somos parentes chegados, e não é bom que a gente fique brigando, nem que os meus empregados briguem com os seus. Vamos nos separar. Escolha! A terra está aí, toda ela. Se você for para a esquerda, eu irei para a direita; se você for para a direita, eu irei para a esquerda.
Ló olhou em volta e viu que o vale do Jordão, até chegar à cidade de Zoar, tinha bastante água. Era como o Jardim do Senhor ou como a terra do Egito. O vale era assim antes de o Senhor haver destruído as cidades de Sodoma e de Gomorra. Ló escolheu todo o vale do Jordão e foi na direção leste. E assim os dois se separaram. Abrão ficou na terra de Canaã, e Ló foi morar nas cidades do vale. Ló foi acampando até chegar a Sodoma, onde vivia uma gente má, que cometia pecados horríveis contra o Senhor.
Depois que Ló foi embora, o Senhor Deus disse a Abrão:
— De onde você está, olhe bem para o norte e para o sul, para o leste e para o oeste. Eu vou dar a você e aos seus descendentes, para sempre, toda a terra que você está vendo. Farei com que os seus descendentes sejam tantos como o pó da terra. Assim como ninguém pode contar os grãozinhos de pó, assim também não será possível contar os seus descendentes. Agora vá e ande por esta terra, de norte a sul e de leste a oeste, pois eu a darei a você.
Assim, Abrão desarmou o seu acampamento e foi morar perto das árvores sagradas de Manre, na cidade de Hebrom. E ali Abrão construiu um altar para Deus, o Senhor.

GÊNESIS 13:01-18

VIRTUDES - ESPEREI!

Virtudes

ESPEREI!!
Esperei ao lado da porta, com as costas na parede.
Esperei o coração desacelerar e a coragem chegar. Olhei no relógio, impaciente. Atrasada, como sempre.
Ela nunca apareceu de imediato, mesmo quando tive que implorar.
Visualizei tantos sonhos disfarçados, tantos sentimentos que não eram mais do que fragmentos esquecidos num recôndito distante.
Tive medo de sentir.
Tive medo de ter coragem. De que ela chegasse de repente, sem avisar, como a maçaneta que eu precisava girar. De repente.
Esperei perder o medo.
Esperei tanto!
Esperei por palavras não ditas.
Esperei por estrelas cadentes.
Esperei voltar atrás.
Esperei por demais.
Esperei por mim e por mais ninguém.
Sem exigir horário, coragem, dia.
Acalmei.
Até que eu cheguei, onde mais queria estar.
Comigo.
Compromisso.
De viver até o fim.


M. KIKUTI

VIRTUDES - EU TE DIGO!

Virtudes

EU TE DIGO!
Eu te digo que te aceito como tu és.
E como tu sejas.
Que não te percas de mim.
E que eu não fuja de ti.
Eu te digo que aceito o que me das, sabendo que é verdadeiro.
Sabendo que é o melhor que podes oferecer. E é o melhor que eu possa receber.
Eu te digo que não importa quanto tempo eu espere, pois já sei o que eres. E já sei o que sou.
E que não haja propriedade particular. Mas haja particular propriedade em tudo o que eu te disser, mesmo quando pareça que não convier.
Eu te digo que confies em mim. E em mim me fies, como num tear.
E que nossa rede seja descanso e seja pousada ou apenas morada para o amor.


M. KIKUTI

VIRTUDES - MEMÓRIAS

Virtudes

Memórias

Lembrei de algumas sensações adormecidas lá nos meus 20 e poucos anos. E às vezes, as lembranças mais nefastas vêm à tona como se fossem agora, porque estão presas na memória em forma de dor, sofrimento.
Não foram beliscões, nem chineladas. Foram aquelas lágrimas que lavaram a alma, mas deixaram uma poça no caminho. Uma poça que, se a gente não desviar, de repente, a gente pisa lá de novo. Sem querer.
E sofre. Tudo de novo.
Lembrei do que me disseram. E do que me escreveram. Lembrei do que eu disse. E como foi forte o meu dizer, para um coração quase derrotado.
Lembrei das lágrimas que não merecia verter. Lembrei das que mereci.
E lembrei de tanta coisa que, por um triz, pensei que tinha voltado no tempo ou morrido uma vez. Só pra nascer de novo.
Minha memória sempre foi minha grande amiga – embora, às vezes, uma aliada cruel. Eu não lembro de quase nada, embora eu sinta quase tudo.
Lembrei das minhas frases. Da voz incontida. Do tom que se perdeu. E de alguém que cresceu. E amadureceu.
Lembrei dos finais, nem sempre felizes. E da satisfação das decisões, embora duras.
Nunca embruteci. Nunca me perdi. Sempre achei uma resposta. Demorasse o tempo que fosse. Tinha uma resposta.
E nem sempre a gente quer uma resposta que refresque sofrimentos.
Mas, como dizem os budistas: as desilusões nos colocam diante da verdade. A verdade que a gente achava que era mentira, talvez uma esperança disfarçada.
E a verdade, por vezes, dói. Mas, a verdade também traz aconchego. Livramento. Liberdade. Alívio.
Que a verdade possa doer, mas sempre alivie.
Alivie a dor no peito.
Alivie o peso no peito.
Alivie a mente.
Alivie o coração.
Alivie até o que não se vê.
E alivie tudo o que se sente.
Amém!

M. KIKUTI